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A preocupação com a Aparência, afeta a Saúde Mental?

Philippa Diedrichs, Prof. de Psicologia na Universidade de West England (UWE), relata que até na idade da Pré-primária é notório uma maior preocupação por parte do sexo feminino em relação à sua imagem.

É na fase da adolescência, que se torna comum a autoconsciência dos seus próprios corpos. É por isso importantíssimo que os jovens desenvolvam uma "voz interna" que os ajuda a construir um senso positivo e honesto de si mesmos.

 

Sendo que na fase da puberdade é mais visível o stress causado aos mais jovens, ao longo das nossa vidas, existem várias fases em que naturalmente nos preocupamos com a nossa aparência física, como durante a gravidez ou a menopausa, entre muitas outras fases.

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As pressões diárias da sociedade, têm um impacto na Saúde Mental de cada ser humano.

Goste ou não, a grande maioria da população está ciente da maneira como nós olhamos uns para os outros. Cada um de nós, já teve um dia em que o cabelo não estava como idealizou ou mesmo usou roupas de que não gostava tanto. O estereótipo tradicional é que as mulheres jovens estão cada vez mais preocupadas com a sua aparência do que os homens jovens, mas isto não quer dizer que o contrário não aconteça.

A imagem corporal transparece a forma como pensamos e nos sentimos fisicamente sobre nós mesmos e como acreditamos que os outros nos veem, isto é influenciado dependendo das coisas que aconteceram connosco ao longo da vida.

Mas afinal, qual é o impacto que isto pode ter no nosso bem-estar e na nossa Saúde Mental?

Estatísticas da Mental Health Foundation (MHF), Fundação do Reino Unido, mostram que uma percepção pobre da própria imagem física, uma autoestima baixa, afeta todas as idades e não apenas os mais jovens, podendo desencadear uma panóplia de reações desde ansiedade, ódio, a pensamentos suicidas.

ESTUDO: Foram realizadas várias pesquisas, estas feitas pela entidade YouGov, a 4.505 adultos no Reino Unido.

 

Constatou-se que:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em muitos casos, o aumento da autoestima contribui para tornar as pessoas mais felizes e faz com que estas se sintam bem consigo mesmas. Um dos fatores críticos para que tal se proporcione, baseia-se no nosso relacionamento com os outros, a maneira como nos relacionamos, fazer coisas ou funções de que gostamos ou em que somos bons, torna-nos e faz-nos sentir mais positivos com a nossa aparência. 

 

Existem diversos fatores externos que podem afetar ainda mais a nossa imagem corporal. Quando alguém se sente mal consigo mesmo, pode ser mais fácil sentir-se mal em relação ao seu corpo, comparar a aparência com as dos outros ou manter padrões irreais.

A imagem está constantemente a ser discutida em todos os lugares, na televisão, no telemóvel, nas revistas, entre os outros meios.

Os Media, muitas vezes mostram apenas um tipo de corpo, com isto passam uma mensagem de que os jovens não se devem sentir bem com os seus corpos, a menos que estejam de acordo com a imagem que a cultura dominante promove.

Existem muitos corpos de diferentes formas, tamanhos, etnias e habilidades, isto é refletido no que vemos ao nosso redor todos os dias, uma diversidade nos padrões de beleza.

Ser gentil consigo mesmo, passar tempo com as pessoas que o fazem sentir bem, ajuda a melhorar a sua autoestima. Acima de tudo, procure alguém com quem tenha confiança para conversar. Pode ser um membro da família, um amigo, um professor, um conselheiro ou uma linha de apoio. 

​Já a partir de Setembro, poderá fazê-lo na AlertaMente: Associação Nacional para a Saúde Mental presencialmente ou online.

Fonte:

The Guardian, UK-  15 May 2019

Mental Health Supplement | LETS TALK ABOUT IT: The pressure to be perfect How to become body positive

AlertaMente: Associação Nacional para a Saúde Mental

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